NICOTINA CAUSA A DEPENDÊNCIA DO CIGARRO -Nicotina é a substância que causa dependência em todos os derivados do tabaco (charuto, cachimbo, cigarro de palha, etc).A dependência de nicotina está na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde – CID 10ª revisão. ” A nicotina produz alterações no Sistema Nervoso Central, modificando o estado emocional e comportamental dos indivíduos, da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e álcool. A nicotina atinge o cérebro entre 7 a 9 segundos, fazendo o cérebro se adaptar e passa a necessitar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação do início. O fumante passa, então, a ter necessidade de fumar cada vez mais .A quantidade média de cigarros chega a 20 por dia.
Conscientes de que a nicotina causa dependência, os fabricantes de cigarros gastam milhões de dólares em publicidade dirigidas aos jovens. Apesar da
lei de restrição de propaganda de produtos derivados do tabaco, sancionada no Brasil em dezembro de 2000, essas publicidades continuam influindo fortemente no comportamento de jovens e adultos.
DOENÇAS CAUSADAS PELO TABAGISMO-Tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem. Estima-se que, no Brasil, a cada ano, 200 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo, número que não para de aumentar.
FUMAR EM AMBIENTES FECHADOS – Prejudica as pessoas com quem o fumante convive: filhos, cônjuge, amigos e colegas de trabalho. Ao respirar a fumaça do cigarro, os não fumantes correm o risco de ter as mesmas doenças que o fumante. Estudo da Secretaria do Estado da Saúde na cidade de São Paulo com pessoas não fumantes, mas expostas regularmente à fumaça do tabaco, revela que 35,9% delas têm concentrações de monóxido de carbono compatíveis com as de cidadãos que fumam. Foram 1.310 pessoas avaliadas sobre sua exposição à poluição tabágica ambiental, durante ações de prevenção e alerta promovidas em 2008 em ambientes abertos, como ruas de grande circulação, e fechados, como bares e restaurantes. Os participantes realizaram o teste do monoxímetro, que mede o nível de monóxido de carbono no organismo. Monóxido de carbono diminui o oxigênio no organismo. Do total de avaliados, 18,32% tiveram resultado compatível com a de fumantes leves (que consomem menos de um maço de cigarros por dia). Já 15,27% dos testes apontaram que as pessoas eram fumantes (menos de dois maços de cigarros diários), e 2,29% indicaram níveis compatíveis com a de fumantes pesados (mais de dois maços por dia).O levantamento também apontou que 70,23% dos entrevistados, não usuários de tabaco, convivem com fumantes no ambiente de trabalho, enquanto 24,43% respiram a fumaça alheia na própria residência, 4,58% em bares, boates e restaurantes, outros 4,58% em escolas e 20,61% em outros locais com amigos.”Esses dados comprovam que os FUMANTES PASSIVOS TAMBÉM ESTÃO EXPOSTOS AOS MESMOS RISCOS DE QUEM É USUÁRIO DE CIGARROS E DERIVADOS DE TABACO”, alerta Luizemir Lago, diretora do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas).
Fonte: JP online
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